MP oferece denúncia contra docentes que recebiam salário sem trabalhar
Dez
professores da rede estadual foram denunciados pelo órgão ministerial.
Denunciados
permaneceram entre 2013 e 2016 sem trabalhar nas escolas.
O
Ministério Público do Maranhão (MP-MA), por meio da Promotoria de Justiça de
Pio XII, ofereceu denúncia contra 10 professores da rede estadual de ensino,
dois diretores de escola estadual e a chefe da Regional de Educação de Santa
Inês da Secretaria de Estado da Educação.
Conforme
a denúncia, formulada pelo promotor de Justiça Francisco Thiago Rabelo, os
professores denunciados permaneceram entre 2013 e 2016 sem trabalhar nas
escolas estaduais, mas recebendo seus salários.
De acordo
com a investigação do órgão ministerial, para concretizarem a prática ilegal os
professores falsificavam a folha de ponto com a aprovação dos diretores das
escolas e da Regional de Educação.
Os
denunciados são Ivan do Vale Segundo, Valquíria de Fátima Andrade, Iracélia
Naiva de Oliveira, Valmilúcia da Silva Nascimento, Damião da Silva Veloso,
Gilcênio Vieira de Sousa, Maria Neide de Oliveira, Iara Adriana Araújo
Portilho, Elisiário Sousa Oliveira e Everaldo Gonçalves Batalha.
Todos os
envolvidos são professores da rede estadual de ensino que foram contratados
pelo município de Pio XII, a 270
km de São Luís, no período de 2013 até 2016, para
exercer variadas funções. Durante esse período eles receberam valores
monetários do estado e do município sem realizar qualquer atividade nas escolas
estaduais onde eram lotados.
Também
foram denunciados os diretores das escolas estaduais Centro de Ensino Jansen
Veloso e Centro de Ensino Rafael Braga Oliveira, respectivamente, Joycenildo da
Silva Franco e Gilson Assis Silva, além da chefe da Regional de Educação de
Santa Inês, Maria Zuíla de Sousa Silva.
Segundo a
denúncia, os diretores “eram coniventes com os representados, que assinavam as
folhas de frequência e preenchiam o diário de classe, mesmo sem prestarem
serviços nas escolas estaduais”.
Na
denúncia do Ministério Público, o promotor de justiça Thiago Rabelo argumenta,
que, “como (ficou) vastamente demonstrado nos autos, a Secretaria de Educação
do Maranhão jamais realizou qualquer tipo de parceria com o Município de Pio
XII que viabilizasse essa permuta, devem ser considerados partícipes (os
diretores das escolas), devendo ter suas responsabilidades penais na medida de
suas culpabilidades a serem demonstradas na instrução processual, nos termos do
Art. 29 do CP”, explicou.
No que se
refere à professora Iara Adriana Araújo Portilho, a investigação constatou que
ela trabalhou como secretária de Educação de Pio XII de 2013 até 2016,
recebendo remuneração do município e do estado, sem prestar serviço à
Secretaria de Estado da Educação. “Requisitou-se à Regional de Educação de
Santa Inês para que informasse se existia ou não autorização legal para
afastamento de Iara Adriana, sendo respondido pela negativa”, relata o texto da
denúncia.
Penalidades
Como
punição aos denunciados, o MP pediu a condenação pelos crimes de peculato (pena
varia de dois a 12 anos) e falsidade ideológica (pena de um a cinco anos).
Para os
delitos praticados por Ivan de Paiva Vale, Valquíria de Fátima Andrade,
Iracélia Naiva de Oliveira, Valmilúcia da Silva Nascimento, Damião da Silva
Veloso, Gilcenio Vieira de Sousa, Maria Neide de Oliveira e Iara Adriana Araújo
Portilho, que, conforme apurado nos autos, deixaram de prestar serviços nas escolas
estaduais, de fevereiro de 2013 até julho de 2015 e de fevereiro de 2016 até
julho de 2016, perfazendo um total de 36 meses, foi requerido aumento da pena
por 36 vezes.
Para
Elisiário Sousa Oliveira e Everaldo Gonçalves Batalha, que pagavam pessoas para
trabalharem em seus locais de lotação, de fevereiro de 2013 a julho de 2015,
somando um total de 30 meses, foi solicitado o aumento da pena em 30 vezes.
Em
relação aos diretores das escolas estaduais (Joycenildo da Silva Franco e
Gilson Assis Silva) e à chefe da Regional de Educação de Santa Inês, Maria
Zuíla de Sousa Silva, foi o pedido o enquadramento deles, ainda, como
partícipes dos crimes.
Fonte G1 Maranhão




